A vida tem um jeito curioso de ensinar.
De repente, percebemos que amadurecer não é absorver tudo o que acontece ao nosso redor,
mas aprender a observar sem carregar.
Antes, eu me deixava levar por palavras, atitudes e ruídos que não eram meus.
Levava comigo, pensava demais, deixava pesar.
Hoje, faço diferente: respiro, observo e digo a mim mesma:
“Isso não me pertence.”
E é nesse instante que surge a leveza.
A leveza de não carregar o que não é meu.
A leveza de olhar para o outro com curiosidade, e não com reação:
“O que terá moldado essa forma de pensar? Que caminhos levaram a essa crença?”
Esse movimento interno me trouxe para um lugar que eu sempre busquei,
mas só agora consigo sentir de verdade:
o lugar da maturidade emocional.
Entendi que cada pessoa carrega sua história, suas dores e suas limitações.
E que minha força não está em responder rápido ou rebater,
mas em permanecer inteira, consciente e leve.
Eu me orgulhei.
E senti paz.
De forma natural, comecei a enxergar os ruídos e pressões que existem em qualquer espaço coletivo.
Não para criticar, mas para ver.
E quando a gente vê, a gente cresce.
O mais bonito é perceber que a postura influencia o ambiente, mesmo sem muitas palavras.
Só de manter calma, foco e energia, já é possível mudar o clima ao redor.
Isso é liderança.
Aquela que nasce de dentro, e não de um cargo.
Eu sigo acreditando que posso contribuir, inspirar e organizar.
Talvez até ajudar a tornar os lugares por onde passo mais leves, humanos e eficientes.
Mas acima de tudo, eu estou me transformando.
E esse é o melhor tipo de mudança:
a que acontece por dentro e se reflete em tudo.
Se aprendi algo nesses dias, é que a gente se fortalece quando devolve ao outro o que é dele, e guarda para si apenas o que é nosso.
E o que é meu hoje?
Orgulho, paz, maturidade…
e a certeza de estar exatamente no caminho da mulher que sempre quis ser.

Obrigado ☺️