Hoje voltei aos treinos depois de uma semana sem ir, e foi libertador. Senti meu corpo vivo de novo, presente, forte. Mal sabia que algumas horas depois eu precisaria dessa força.
De manhã, minha mãe me ligou desesperada do hospital. No momento, meu coração gelou. Por um segundo, o medo tomou conta e aquele pensamento rápido passou: será que chegou a hora?
Mas logo percebi… não era o corpo dela pedindo socorro, era o emocional. Ela está abalada, carente, e às vezes o medo se veste de doença pra pedir amor.
Minha irmã, que trabalha no mesmo hospital, me tranquilizou — os exames estão bons, o susto passou. Mas o coração ainda ficou apertado. Entre o alívio e a raiva, confesso que por um instante fiquei louca pra brigar com a mãe. E depois me vi rindo disso. Porque no fundo, é só amor tentando achar espaço no meio da exaustão.
Às vezes, quem mais amamos é quem mais testa a nossa paciência. E é nessa hora que o amor verdadeiro se revela: quando a gente respira fundo, segura as palavras e escolhe continuar cuidando — mesmo cansada.
Tudo vai passar. Ela vai melhorar. E eu sigo aprendendo, todos os dias, a lidar com as emoções sem deixar que elas me dominem. 🌸
✨ Diário de Elis
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