A madrugada foi longa.
Ouvir a mãe gemendo de dor é algo que mexe lá no fundo da alma — a gente se sente pequena, impotente, e ao mesmo tempo faz brotar uma força que nem sabia que existia.
Graças a Deus, agora ela está sendo bem cuidada aqui no Hospital de Clínicas. E, sinceramente? O SUS tem suas falhas, sim, mas hoje eu só consigo sentir gratidão. Porque foi ele que acolheu a minha mãe, com atenção, respeito e cuidado.
Estou cansada, com fome e com sono, mas também estou em paz.
Em paz por ter feito o que era certo, por ter me controlado quando a raiva quis aparecer, e por ter escolhido responder com amor.
Não foi fácil, mas consegui. Respirei fundo, conversei comigo mesma e lembrei: o importante é que todos estamos preocupados com ela, e isso já é amor em ação.
Hoje aprendi que o amor também é silêncio, paciência e autocontrole.
E que, mesmo nas madrugadas mais difíceis, há sempre algo a agradecer. 🌙✨
Quando consegui um tempinho, saí para comer algo. Foi ali, do lado de fora do hospital, que a força me escapou e as lágrimas vieram com tudo. Liguei para minha irmã e desabei.
Era o cansaço, a preocupação, o alívio… tudo junto.
Mas entre o choro e o suspiro, senti gratidão de novo — pela poltrona que conseguiram pra minha mãe deitar, pelo atendimento humano, e por saber que, mesmo cansada, estou exatamente onde devo estar: ao lado dela. 💖
— Diário de Elis 🦋

Obrigado ☺️