“Do frio da manhã ❄️ ao calor da conquista 🔥: meu treino de hoje”

Manhã de chuva, coração quentinho – 29/05/2025

Imagem ilustrativa Elis no tatame

Sabe aqueles dias em que o frio e a chuva parecem querer te convencer a ficar mais um pouco na cama? Pois é… hoje foi bem assim. O céu nublado, a garoa fina batendo na janela e aquele ventinho gelado sussurrando: “Fica, só mais cinco minutinhos…” Mas não. Algo dentro de mim falou mais alto. Aquela voz firme, que vem do compromisso silencioso que assumi comigo mesma.

Levantei. Respirei fundo. Me arrumei, e fui pro treino de jiu-jitsu das 6h30.

É doido como esse simples gesto — sair da cama antes do sol, encarar o frio e escolher o movimento — diz tanto sobre a gente. Cada manhã em que faço isso, sinto que tô me construindo. É ali, naquele tatame, que vou me fortalecendo não só no corpo, mas na mente, no espírito. Começar o dia assim, sem mimimi, só com gratidão e presença, é uma forma linda de dizer: “Tô viva, tô aqui, e vou fazer valer!”

E olha… hoje o treino veio com presente extra.

Cheguei e já senti que o clima tava diferente. O tatame frio, o silêncio bom de quem tá focado, e aquela energia leve no ar. O treino foi puxado — do jeitinho que eu gosto — com muita troca, aprendizado e aquele papo gostoso que só quem vive isso entende. Quase dava pra imaginar a roda de chimarrão no fim, sabe? Conversa sincera, que aquece mais que café.

Mestre Gui, como sempre, foi gigante. Ele tem esse dom raro de ir além da técnica. Ensina com amor, com propósito. Ele não só mostra os movimentos, ele faz a gente pensar. Cada correção dele é um convite a se entender melhor, a se escutar. E isso, pra mim, vale ouro.

E falando em ouro… hoje vi o Neite brilhar! Ele demonstrou uma posição com tanta firmeza, tanta clareza, que fiquei ali só admirando. Ver a evolução dele tão de perto foi lindo demais. De verdade. Se ele ainda tinha alguma dúvida do seu potencial, acho que hoje ela foi embora de vez.

Mas a manhã ainda guardava mais uma surpresa.

No fim do treino, o Mestre se aproximou e soltou:
— Elis, espera um pouquinho no tatame.

Eu, obediente (e um tiquinho curiosa), fiquei ali. Ele saiu e voltou sorrindo… e me entregou um grau na faixa!

Fiquei sem acreditar.
— É sério isso, Mestre?

Ele deu uma risada e respondeu:
— Claro! Queria ter te dado ontem, mas você saiu voando para o trabalho. Tá mandando super bem, Elis. Suas montadas, sua postura… tudo muito bom!

Ai, gente… que emoção! Senti um calor por dentro, uma alegria que transbordava. Fiquei com o coração dançando dentro do peito, querendo sair abraçando o mundo.

E como se não bastasse esse momento mágico… ainda teve um detalhe bem Elis no fim. Fui ao banheiro rapidinho e, sem perceber, calcei o chinelo do Mestre! Só me dei conta quando ele gritou no tatame:
— Elis, tu pegou meu chinelo!

Voltei rindo, toda sem jeito:
— Verdade! Bem que achei estranho…

Tava lá eu, com meu pé pequeno perdido naquele chinelão gigante. Só rindo mesmo. Sempre deixo minha marquinha, né?

Saí dali com a alma leve. Feliz. Orgulhosa de mim. A chuva ainda caía, o frio ainda batia, mas dentro de mim… só sol. ☀️

Mais um passo dado. Mais uma vitória vivida. E o mais bonito: cada manhã dessas me lembra que vale muito a pena acreditar em mim.


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Texto: Diário de Elis. Todos os direitos reservados.


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